BRAZIL - 2020/10/07: In this photo illustration the Pix powered by Banco Central logo seen displayed on a smartphone. It is an electronic payment system in Brazil. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

O Banco Central (BC) anunciou, recentemente, algumas alterações no sistema de pagamento instantâneo criado em novembro do ano passado, o Pix.

Isso porque, houve aumento nos casos de sequestros relâmpagos e a ferramenta tornava mais fácil transações para criminosos. Então, após pedidos de bancos, o serviço passou a  ser limitado no valor de R$ 1.000 para operações realizadas entre 20h e 6h.

Além disso, o BC também anunciou as novas funções do Pix: o saque e o troco. As duas entraram em vigor a partir do dia 29 de novembro.

Diante das alterações, abaixo separamos as principais mudanças da ferramenta, desde o seu lançamento, para te deixar atualizado. Confira!

Limites

A limitação de valor de transferência, entre 20h e 6h, foi estipulada após pedidos de bancos e fintechs para promover a segurança dos clientes. O BC fixou o valor em até R$ 1.000 dentro desse horário.

No caso do usuário precisar fazer uma movimentação maior do que a permitida, é necessário solicitar uma autorização ao BC. Os usuários que costumam receber transferências maiores de R$ 1.000, podem solicitar um cadastro de conta especial.

No entanto, só é possível realizar esse cadastro respeitando um  prazo mínimo de 24h para cadastro prévio de contas em canais digitais. O intuito é evitar o cadastramento imediato em uma situação de risco como assalto ou sequestro.

Bloqueios temporários

Em casos de suspeitas do BC, o usuário pode ter seu Pix bloqueado para análises por 30 minutos durante o dia, ou até 1 hora durante a noite.

Além disso, contas suspeitas de aplicar fraudes e golpes podem ficar marcadas como contas DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais).

Compartilhamento de informações e segurança

Essa alteração determina que todas as empresas financeiras compartilhem informações de pagamentos suspeitos ou fraudulentos.

Além disso, o BC passou a exigir que instituições reguladas (como bancos) estabeleçam estratégias de controles adicionais a respeito de golpes, com reporte para o Comitê de Auditoria e para o Conselho de Administração ou, na sua ausência, à Diretoria Executiva, bem como manter à disposição do BC de todas as informações.

Pix Saque

O Pix Saque está previsto para entrar em vigor no final de novembro e funcionará de forma semelhante a um saque bancário usual.

Dessa forma, o usuário terá que fazer um Pix para o agente de saque (qualquer comércio ou caixa eletrônico que ofereça o serviço), e a pessoa consegue ter o dinheiro em notas a partir da leitura de um QR Code.

Portanto, alguns estabelecimentos comerciais, assim como caixas eletrônicos, poderão oferecer o saque.

Esse novo sistema do Pix tem certos limites devido a questões de segurança. O saque foi fixado em um valor máximo de R$ 100 entre 20h e 6h e R$ 500 ao longo do dia.

Pix Troco

O Pix Troco será semelhante ao saque. No entanto, a principal diferença é que o dinheiro em cédulas poderá ser sacado durante o pagamento de uma compra no estabelecimento.

Ou seja, o Pix ficaria apenas no valor composto pela compra em si mais o valor a ser sacado. Dessa forma, no extrato da conta, as duas quantias serão discriminadas.

Segundo informações do BC, os dois novos produtos terão oferta opcional. A decisão será dos estabelecimentos comerciais, empresas e instituições bancárias que possuam caixas eletrônicos.

Fonte: Portal Contábeis