O dólar opera em queda nesta segunda-feira (27), com os investidores atentos às perspectivas de política monetária tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos, enquanto repercutia nos mercados o anúncio do Banco Central de leilões extraordinários de swap.

Às 9h59, a moeda norte-americana recuava 0,04%, cotada a R$ 5,3414.

Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,3433. Com o resultado passou a acumular alta de 3,36% no mês, e de 3,01% no ano.

Cenário

Na China, os contratos futuros do minério de ferro chinês avançaram pela terceira sessão consecutiva nesta segunda-feira, subindo mais de 5%, com analistas temendo que os recentes problemas relacionados à energia e que afetaram a produção industrial estejam pesando sobre o crescimento econômico.

Por aqui, o BC informou na semana passada que começará a realizar, às segundas e quartas-feiras, leilões de swap cambial tradicional com o objetivo de manter o funcionamento regular do mercado de câmbio, começando com oferta de 14 mil contratos neste pregão.

Os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, de 8,35% para 8,45% para 202. Essa foi a vigésima quinta alta seguida do indicador. Para 2022, a projeção subiu de 4,10% para 4,12%.

Para a taxa básica de juros, o mercado financeiro também manteve a previsão em 8,25% ao ano no fim de 2021 e em 8,50% no fim de 2022.

Para o PIB (Produto Interno Bruto), os economistas mantiveram a estimativa de crescimento em 5,04% para 2021. Para 2022, o mercado baixou a previsão de alta de 1,63% para 1,57%.

Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 ficou estável em R$ 5,20. Para o fim de 2022, avançou de R$ 5,23 para R$ 5,24 por dólar.

Fonte: G1