Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2020 foram atualizados e a geração de empregos formais de 2020 caiu em 46,8%.

A defasagem foi identificada quando foi feita a comparação por meio do documento do Caged apresentado em janeiro deste ano, com os dados acumulados de 2020, e os números do painel do Caged atualizados com novas informações recebidas.

Em janeiro, quando ainda era divulgado pelo Ministério da Economia, o Caged registrou a criação de 142.690 vagas com carteira assinada no acumulado do ano. Agora, o painel mostra o saldo de 75.883 novos empregos no ano de 2020.

A diferença é causada por 337.703 novos registros de demissões e, por outro lado, 270.896 novas contratações informadas. A maior diferença pode ser observada no mês de dezembro, que antes registrou apenas 67.906 empregos perdidos e, agora, já mostra 112.039 vagas fechadas.

Embora o ano de 2020 tenha registrado a maior queda da atividade econômica desde 1990, a forte geração de emprego no ano foi motivo de comemoração da equipe econômica por mais de uma vez. Isso porque, segundo o ministro Guedes, essa era a grande diferença da recessão de 2020 em relação às recessões de 2015 e 2016.

“A grande notícia para nós é que em um ano terrível, em que o PIB caiu 4,5%, criamos 142 mil novos empregos”, disse o ministro da Economia ao divulgar os dados em janeiro deste ano.

Geração de empregos em 2021

Para 2021, o novo ministro de Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, já afirmou que espera a geração de 3 milhões de novos empregos.

A previsão, no entanto, contava com a implementação de novos programas de estímulo ao emprego que não foram aprovados com a recusa do Senado à MP 1045.

Até setembro, o Brasil acumulava 2,5 milhões de novos empregos com carteira assinada.

Fonte: com informações da CNN